quarta-feira, 6 de maio de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
Um pouco de poesia!
Há algum tempo, conheci esta mulher forte, inteligente e com uma força contagiante. Fui apresentada por uma amiga em comum, a Cris Paz. Desde então, acompanho seu blog com frequência religiosa. Suas poesias me enchem de vida, mesmo quando ela fala de morte - tema recorrente em suas poesias.
Todo domingo, Mari Marinaro publica uma nova postagem em seu blog. Todo domingo, um pedacinho da sua história é contada, uma emoção é compartilhada. Hoje, faço uma homenagem a esta grande mulher e deixo aqui a sua última poesia publicada. Aproveite, visite seu blog e se delicie!
Só falta
Mari Marinaro
Depois dos quarenta descobri que felicidade,
apesar de pessoal,
não se constrói na solidão.
E que independência boa é a financeira,
pois precisar de alguém e ser necessário
é o que dá sentido a lição.
Descobri que a vida, se começa aos quarenta,
é bem mais curta do que prega a ilusão.
E que o imprevisto é bem frequente
e surpreende qualquer programação.
Descobri que até a morte tem sua vida,
mesmo sem ter compreensão.
E que os sonhos custam em dobro
e nem sempre valem o quinhão.
Descobri que a união só serve se fizer feliz,
sem ter de mentir para o coração.
E que não adianta exigir,
nem fazer do amor uma ficção.
Agora só me falta descobrir
o que é real
e o que é minha imaginação.
Marcadores: Arte em geral, Dicas bacanudas
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Ponto final

Não foi tão simples assim dizer adeus.
Eu amava sua sorriso de menino, mesmo você já tendo passado dos 30
E odiava sua memória infeliz - como você pode esquecer algo tão importante?
Eu odiava a sua passividade - este é um sentimento que me aterroriza
E amava o bem que me fazia - você me ajudou a levantar quando me senti mais derrotada
Eu amava a forma como você me fazia sonhar - se soubesse quantos cenários coloridos eu criei para a gente...
E odiava os seus off lines repentinos. Era desprezo o que sentia na pele
Eu odiava seu medo (ou preguiça) de me conhecer - eu nunca me fiz tão disponível para alguém.
E amava as mudanças que você promovia na minha vida - se hoje posso escrever este texto, também devo isso a você!
Eu amava saber que você existia na minha vida
E odiava saber que você também existia fora dela
Eu odiava quando você fugia das minhas perguntas mais pessoais - quantas vezes você disse: "Vamos mudar de assunto?"
E amava quando declarava, por vezes perplexo, que eu te conhecia tanto...
Eu amava saber que tudo o que vivíamos era novo para você - e me sentia importante por isso
E odiava entender que, ao desligar os computadores, nossa vidas continuavam "online"...
Eu amava e odiava. Eu odiava e amava. Sentimentos misturados que juntos ajudaram a construir esta história.
Eu não sei, e nunca saberei, quais sentimentos nortearam o seu personagem. Se pudesse, arriscaria descoberta e medo, ou talvez volúpia e culpa.
Mas, desta vez, não farei como com os livros de Saramago que, triste pelo fim, abandono as últimas páginas. Nesta história, faço questão de eu mesma por o ponto final.
Que estas linhas bem ou mal escritas que traçamos sejam eternas enquanto existir memória ou enquanto valerem os aprendizados que tiramos dela
.
Marcadores: Questionamentos mil
domingo, 5 de abril de 2009
O que já aprendi este ano

Da série: "O que aprendi".
Aprendi que o perdão é algo que a gente dá a si mesmo, e não ao outro;
Aprendi que o melhor a fazer é dar qualidade ao pouco tempo que resta ao lado dos nossos pais - e que, para aceitar a morte, não precisamos pensar sobre ela todos os dias;
Aprendi que, quando colocamos nossa felicidade nas mãos de alguém, nunca sabemos que fim esta pessoa vai dar a ela;
Aprendi que, se hoje saio para dançar, posso amanhecer com uma dor insuportável no nervo ciático - mas aproveito muito mais a noite do que quando tinha 18 anos;
Aprendi que fazer trinta anos é algo de fato relevante - por isso, já estou me preparando para enfrentar este evento no próximo ano;
Aprendi que, como disse Carpinejar, um amor não precisa ser público para ser real. Ele pode acontecer na cozinha e no banheiro, no elevador e na garagem - não precisa ser visto e contado para existir;
Aprendi que amadurecer também é "aprender" a sofrer - com o tempo, percebemos que o sofrimento é escada para felicidade
Aprendi que não é necessário passar os 12 meses de um ano para ele se tornar marco nas nossas vidas. Pouco mais de 3 meses já são suficientes...
Marcadores: Série "O que aprendi"
domingo, 29 de março de 2009
A Idade da Razão - Sartre
Sartre by Martinus van Tee"Nunca pudera amarrar-se definitivamente a um amor, a um prazer, nunca fora realmente infeliz; sempre lhe parecera estar alhures, ainda não nascido completamente. Esperava. E enquanto isso, devagar, sub-repticiamente, os anos tinham chegado, e o haviam envolvido. Trinta e quatro anos...
...Não espero mais. Ela tem razão. Estou liquidado. Esvaziei-me, esterilizei-me para ser apenas uma espera. Agora estou vazio. Mas não espero mais.”
A Idade da Razão - Jean Paul Sartre
Marcadores: Arte em geral, Livros lidos e comentados
domingo, 22 de março de 2009
Falling Slowly - Glen Hansard and Marketa Irglova
FALLING SLOWLY
Glen Hansard and Marketa Iglova
I don't know you
But I want you
All the more for that
Words fall through me
And always fool me
And I can't react
And games that never amount
To more than they're meant
Will play themselves out
Eu nem te conheço - e talvez ainda mais por isso - eu te desejo.
As palavras me escapam e me fazem de bobo. E então fico sem reação.
E os jogos que já não são mais o que parecem, encerram-se por si só.
Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you have a choice
You've made it now
Suba neste barco e siga para casa. Nós ainda temos tempo.
Eleve sua voz cheia de esperança - você pode escolher.
Você fez a sua escolha agora.
Falling slowly, eyes that know me
And I can't go back
Moods that take me and erase me
And I'm painted black
You have suffered enough
And warred with yourself
It's time that you won
Estou me apaixonando aos poucos - os olhos não negam. E eu já não posso voltar atrás.
Às vezes sinto algo que me toma e me apaga por completo. E então eu fico triste, depressivo.
Você já sofreu o suficiente e já guerreou consigo mesma. Agora é hora da vitória.
Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you have a choice
You've made it now
Suba neste barco e siga para casa. Nós ainda temos tempo.
Eleve sua voz cheia de esperança - você pode escolher.
Você fez a sua escolha agora.
Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you had a choice
You've made it now
Falling slowly sing your melody
I'll sing along
Suba neste barco e siga para casa. Nós ainda temos tempo.
Eleve sua voz cheia de esperança - você pode escolher.
Você fez a sua escolha agora.
Estou me apaixonando aos poucos. Cante sua canção, eu te acompanharei. Me chame, que cantarei junto com você
Marcadores: Música?
sábado, 21 de março de 2009
Which one is the ugly doll?

O video do último post me fez sentir uma mistura de revolta e tristeza. Mas não pelas crianças que ali aparecem, mas pelas familias que as criaram.
Para mim, é evidente que elas cresceram em um ambiente familiar onde o preconceito racial está arraigado. Elas foram criadas por pais repletos de racismo, muitas vezes mais forte e resistente dentro das próprias famílias negras que, por auto defesa - ou por terem sido convecidas de sua inferioridade - levam suas crianças a continuarem um legado de preconceito e diferenciação de raça.
Acredito muito na importância da família nestes casos. Os pais não podem deixar que seus filhos cresçam com a auto-estima baixa ou estigmatizados por serem diferentes de outros grupos sociais. "Vai ser muito mais difícil para uma criança negra vencer as pressões sociais quando os próprios pais têm, internalizadas, frustações advindas do preconceito racial", diz a psicanalista Roberta Freyre Magalhães.
"Há um momento na infância em que beleza é um refencial fundamental. Para as crianças, as coisas acabam se dividindo entre feio e bonito. Se pais negros não conseguem passar a noção de beleza de seus filhos e de si próprios para as crianças, elas podem ficar com barreiras", comenta a psicanalista Roberta Freyre Magalhães. Enquanto os pais não reconhecerem sua negritude como algo belo, e um motivo de orgulho e não de vergonha, seus filhos não se tornarão adultos mais seguros, confiantes e prontos para enfrentar uma sociedade em que, infelizmente, todos os referenciais de beleza e comportamento são brancos.
Marcadores: Questionamentos mil
segunda-feira, 16 de março de 2009
O que este video te diz?
Primeiro, veja o video abaixo.
Agora, o que você sentiu ao vê-lo? Quero ouvi-lo antes de escrever qualquer coisa aqui!
Marcadores: Questionamentos mil
domingo, 15 de março de 2009
Poderia, mas não o faço...

Eu poderia escrever sobre o bem que os amigos me fazem - e o quanto eles iluminam a casa quando acabam as minhas velas.
Poderia falar sobre a falta que sinto de alguém que, se encontrasse na rua, dificilmente reconheceria - a internet constrói relações inimagináveis...
Poderia postar sobre as conversas surreais e enriquecedoras que venho tendo durante as refeições na empresa - gosto de pessoas que trazem sempre algo novo e que me ajudam a construir este meu incompleto mundo.
Poderia falar sobre como aprendi a jogar xadrez (em "aprendi a jogar", leia-se "conhecer os nomes das peças e entender como movê-las pelo tabuleiro") e como descobri ser BEM maior que meus desejos mais elementares.
Poderia também discorrer sobre o desconforto que senti com alguém que não tenho a menor intimidade, e como o mesmo aconteceu com alguém que conheço há mais de 5 anos.
Poderia falar sobre tudo isso, mas não o faço. A correria do dia-a-dia anda me impedindo de escrever - o que me faz muita falta. Mas os assuntos estão aqui, guardadinhos e prontos para serem falados. Só preciso conseguir um tempinho para isso...
P.S. - Re, este post é para você. Não deixe de visitar meu blog, viu?
Marcadores: Questionamentos mil
terça-feira, 10 de março de 2009
Amor de migalhas
Sim, eu sei que você gosta de mim. Afinal, quem não gostaria de alguém que dá o seu melhor e não exige nada em troca? Quem não gostaria de alguém bacana, inteligente, divertido e especial? Alguém que motiva, que abre um sorriso largo sempre que você diz algo divertido, que te põe para cima, que te admira, que escreve para você, que te usa de personagem para suas crônicas e que diz que te adora, assim, de graça? Que sonha com você - e que conta em detalhes cada um destes sonhos? Quem não gostaria de alguém sempre disponível, que aceita suas imperfeições - e até acha graça delas? Que traz novidades, que sempre tem algo interessante para falar, tem histórias para contar e muita gana de viver?
Sim, eu sou tudo isso aí. E hoje entendi: tenho de continuar a ser e oferecer tudo isso a alguém. Mas alguém que possa dar em troca o que eu de fato preciso: UM AMOR POSSÍVEL.
Eu sei da minha importância em sua vida. Comigo você pode ser transparente, dizer sem amarras o que pensa, ser você por completo. Ser aquele que brinca sem pudor, que fala se si de forma simples - mesmo que sempre com algum receio. Um dia você disse: “Você me conhece mais que muitas pessoas a minha volta”. Acredito que isto seja sinal que, comigo, você se sente confortável para se abrir. Me sinto feliz por isso, pode ter certeza.
Mas sei também que, agora, é momento de sair da prateleira e passar a posição de escolha e não de escolhido. Preciso me apaixonar por mim mesmo e deixar de aceitar amor de migalhas, como este que você me oferece. Agora é hora de recomeço, de sair do círculo vicioso que ando vivendo: encontro alguém que me encanta, coloco sobre ele a capa de super homem e passo a admirá-lo mais que a mim mesma, aceitando apenas aquilo que ele pode me dar, deixando de lado o que EU preciso para ser feliz.
Não, este não é um adeus. É apenas uma constatação: o espaço que você ocupa na minha vida é grande demais para deixar caber um outro alguém. Alguém para me dar o que eu preciso, e que eu possa me doar como faço por você, mas então de forma justa, pois terei em troca algo que pode ser sentido e construído a dois.
Saiba que aceito suas escolhas. A diferença agora é que elas já não cabem na minha vida
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